quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

estimular o optimismo

As emoções positivas como factores de protecção da Saúde
"As pesquisas na área da psicoimunologia têm vindo a mostrar que as emoções negativas como a ansiedade reflectem um decréscimo na eficácia no sistema imunitário, (.) o que aumenta a predisposição para o desenvolvimento de doenças oncológicas, cardiovasculares, e outras.
"in, Kiecolt-Glaser, J.K., 1999 citado em Monteiro, Eduardo
Sabendo que, de facto, as emoções surtem o seu efeito no organismo e na qualidade de vida das pessoas, parece ser importante que, de uma forma preventiva, a comunidade estimule no seu quotidiano um estilo de vida positivo, bem como, cultive as emoções positivas, até porque, da mesma forma que as emoções negativas (tristeza, ansiedade, raiva, etc.) podem facilitar o desenvolvimento de doenças crónicas, as emoções positivas (felicidade, optimismo, contentamento, etc.) podem ser considerados como factores de protecção contra as doenças, uma vez que, de uma forma complexa, fortalecem o sistema imunitário (sistema responsável pela protecção do organismo contra qualquer fenómeno estranho ao mesmo).
Uma forma de evitar e prevenir toda esta si­tuação comprometedora da qualidade de vida e da saúde de muitas pessoas, é, precisamente, a estimulação de emoções positivas, nomeada­mente, o optimismo.
Considera-se que o optimismo é constituí­do por três elementos fundamentais (Seligman, 1995): o controlo, ou seja, a pessoa tem capaci­dade para sentir que pode controlar diversos aspectos da sua vida, não se concebendo como um ser apático à mercê da decisão dos outros, ou das artimanhas dos deuses. Sente no fundo, que a sua vida é resultado das suas decisões, e não de uma predestinação trágica.
Outra característica é a chamada positividade, que se prende com o posicionamento positivo relativamente aos diversos acontecimentos, ou seja, a pessoa tem capacidade de, para além de compreender os aspectos negativos de uma situação, perspectivar a mesma situação de uma forma positiva. A sua vida é resultado das suas decisões, sendo que, as coisas têm sempre aspectos negativos e, principalmente, positivos.
Finalmente, outra característica, que se prende com a anterior, é o estilo explicativo, que é a forma habitual da pessoa explicar os acontecimentos adversos que lhe surgem. São três, as qualidades desta últi­ma característica: permanência – os optimistas perspectivam os acontecimentos adversos como temporários, e não, como eternos; perseverança – os optimistas perspectivam o fracasso como específico de uma situação e, não tanto, como generalizável a toda a pessoa; e personalização – os optimistas acreditam que não são culpados pelos seus fracassos, concebendo estes como re­sultado das circunstâncias.
Obviamente que ser optimista não cura todos os males. De facto, parece que o contri­buto do optimismo não é tanto o de curar, mas sim, o de desenvolver os potenciais humanos, através de uma maior abertura emocional para construir outras emoções e formas de resposta às diversas exigências do meio.
(extractos retirados de http://www.insight.pt/TM5.htm)
Para dúvidas e/ou observações:Eduardomonteiro@insight.pt

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